Transformação dos espaços naturais

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Narrador 1 - Olá! Hoje nós vamos conversar sobre uma questão bastante relevante no que diz respeito à problemática ambiental, que é a transformação dos espaços naturais.

Narrador 2 - Para iniciar, convidamos você para que pense em uma imagem que remeta ao espaço natural. O que lhe vem à cabeça? Pode ser que você tenha pensado em uma linda praia paradisíaca com coqueiros, um horizonte com montanhas verdes ou um rio que atravessa uma mata de imensas árvores. Todas essas paisagens descritas são exemplos de espaços naturais, locais em que não houve interferência humana.

Narrador 1 – Além desses exemplos, ainda temos áreas naturais com intervenção antrópica, como as pastagens e plantações. Infelizmente, boa parte dos espaços naturais está muito alterada. Um exemplo crítico é a Mata Atlântica, bioma de rica biodiversidade. Nela resta apenas cerca de 8% da área original, devastada pela exploração humana.

Narrador 2 - A história do Brasil é farta de ações transformadoras dos espaços naturais. Inúmeras cidades, no processo de crescimento demográfico, recorreram aos aterros, desmoronamentos e terraplanagem das suas paisagens. O crescimento demográfico é responsável atualmente por vários problemas ambientais.

Narrador 1 – Vejamos a cidade do Rio de Janeiro, por exemplo. Ela foi construída ao longo dos séculos em cima de manguezais, pântanos, lagoas e córregos. Muitas vezes, observamos alagamentos nesses antigos reservatórios de água. Para ter uma noção das alterações paisagísticas no Rio de Janeiro, procure informações sobre o Morro do Castelo. Os resultados em imagens já são impactantes, mas sugerimos também que você leia sobre o tema para conhecer mais sobre a transformação daquele espaço natural.

Narrador 2 – De fato, o exemplo de uma cidade que cresce sobre seu relevo intocado é uma situação típica de países jovens, com grande extensão de terra disponível e, na grande maioria dos casos, subdesenvolvidos.

Narrador 1 - Nota-se que a população tem aumentado consideravelmente principalmente em países africanos. Esse crescimento sem planejamento, comum nesses países, é bastante preocupante, pois pressiona os ambientes naturais.

Narrador 2 - Os indivíduos das classes mais baixas, muitas vezes, ficam sem saída. A única alternativa passa a ser devastar matas, ocupar áreas alagadas ou encostas de morros. Além disso, utilizam os recursos naturais por necessidade.

Narrador 1 – Nesse contexto, percebemos que os problemas sociais afetam o meio ambiente.

Narrador 2 - O aumento demográfico também alavanca a produção de alimentos. Devido a isso, as mudanças dos espaços naturais são feitas para o desenvolvimento da pecuária e da agricultura.

Narrador 1 – Vamos pensar no desmatamento da Amazônia brasileira, por exemplo, cujo maior causador é o avanço das pastagens para o gado, seguido da cultura de soja.

Narrador 2 - Para termos noção do impacto causado na floresta, temos dados que indicam que, entre os anos de 1990 e 2006, o número de cabeças de gado aumentou 180%.

Narrador 1 – Para conhecer mais sobre a relação da pecuária e o desmatamento da Amazônia, procure na internet o artigo intitulado “Pecuária e desmatamento: uma análise das principais causas diretas do desmatamento na Amazônia”. O artigo foi escrito por pesquisadores do Centro de Pesquisas Econômicas da Amazônia, da Universidade Federal do Pará.

Narrador 2 - As alterações do espaço natural, muitas vezes, são necessárias para o desenvolvimento econômico.

Narrador 1 - Desenvolvimento econômico entende-se como a melhora na qualidade de vida da população ligada também à geração de renda. Em países desenvolvidos, tais como Estados Unidos e a maioria dos países europeus, os indivíduos têm acesso aos serviços básicos e à distribuição de renda mais igualitária.

Narrador 2 – Não poderíamos encerrar nossa conversa sem falar sobre o entendimento de meio ambiente.

países africanos. Esse crescimento sem planejamento, comum nesses países, é bastante preocupante, pois pressiona os ambientes naturais.

Narrador 2 - Os indivíduos das classes mais baixas, muitas vezes, ficam sem saída. A única alternativa passa a ser devastar matas, ocupar áreas alagadas ou encostas de morros. Além disso, utilizam os recursos naturais por necessidade.

Narrador 1 – Nesse contexto, percebemos que os problemas sociais afetam o meio ambiente.

Narrador 2 - O aumento demográfico também alavanca a produção de alimentos. Devido a isso, as mudanças dos espaços naturais são feitas para o desenvolvimento da pecuária e da agricultura.

Narrador 1 – Vamos pensar no desmatamento da Amazônia brasileira, por exemplo, cujo maior causador é o avanço das pastagens para o gado, seguido da cultura de soja.

Narrador 2 - Para termos noção do impacto causado na floresta, temos dados que indicam que, entre os anos de 1990 e 2006, o número de cabeças de gado aumentou 180%.

Narrador 1 – Para conhecer mais sobre a relação da pecuária e o desmatamento da Amazônia, procure na internet o artigo intitulado “Pecuária e desmatamento: uma análise das principais causas diretas do desmatamento na Amazônia”. O artigo foi escrito por pesquisadores do Centro de Pesquisas Econômicas da Amazônia, da Universidade Federal do Pará.

Narrador 2 - As alterações do espaço natural, muitas vezes, são necessárias para o desenvolvimento econômico.

Narrador 1 - Desenvolvimento econômico entende-se como a melhora na qualidade de vida da população ligada também à geração de renda. Em países desenvolvidos, tais como Estados Unidos e a maioria dos países europeus, os indivíduos têm acesso aos serviços básicos e à distribuição de renda mais igualitária.

Narrador 2 – Não poderíamos encerrar nossa conversa sem falar sobre o entendimento de meio ambiente.

Narrador 1 - Segundo o Artigo 3o., inciso I, da Lei 6.938/81, meio ambiente é o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.

Narrador 2 – A interferência humana no meio ambiente pelo desenvolvimento econômico trouxe inúmeros benefícios à sociedade. Entre eles, podemos mencionar o aumento da expectativa de vida, a diminuição da mortalidade infantil, a produção de alimentos excedente à população e a redução da pobreza.

Narrador 1 - Os efeitos de agrotóxicos e o uso extensivo do solo, em contrapartida, representam perigo à produção de alimentos futuramente. As taxas de uso e desperdícios de recursos naturais nos países desenvolvidos são alarmantes, além da alta produção de poluentes atmosféricos, um problema compartilhado com os países em desenvolvimento, como Brasil, China e Rússia.

Narrador 2 - Com essas reflexões em mente, avance em seus estudos.

Narrador 1 - Não deixe de acessar os demais materiais sobre problemática ambiental.

Narradores – Até a próxima!

Tipos de uso e ocupação do solo

O fato de, nas últimas décadas, a população mundial ter se tornado majoritariamente urbana alterou o ambiente como ainda não tinha acontecido. Os espaços urbanos tiveram que se adaptar a essa situação e isso gerou significativos impactos ambientais. Como vimos anteriormente, as áreas não urbanizadas viram nascer inúmeras outras áreas voltadas para agropecuária, casas e indústrias.

Ao modificarmos o espaço natural, um dos primeiros e mais visíveis elementos afetados é o solo. Mas, antes de aprofundarmos o conhecimento sobre o solo, você sabe o que é impacto ambiental?

Coelho (GUERRA e CUNHA, 2010) afirma que impacto ambiental é originado de perturbações (fábrica, estrada, condomínio, etc.) geradoras de um processo de alterações que afetam a comunidade local e o meio a ser implantado o projeto. Para a autora, impacto ambiental altera a natureza original do local e, consequentemente, modifica as características culturais, sociais e históricas da região. Isso significa que não dissociamos as pessoas do seu espaço natural, pois elas e seu meio de vida também são impactados.

Já a Resolução Conama nº 001, de 23 de janeiro de 1986 decreta:

“Artigo 1º - Para efeito desta Resolução, considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam:

I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
II - as atividades sociais e econômicas;
III - a biota;
IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
V - a qualidade dos recursos ambientais.”

Os impactos ambientais podem ser negativos ou positivos. O impacto ambiental é negativo quando destrói ou degrada os recursos naturais. O impacto ambiental é positivo quando regenera áreas ou funções naturais que antes estavam destruídas. A instalação de uma indústria, por exemplo, poderá emitir poluentes (impacto negativo), mas em contrapartida, terão de ser plantadas árvores nativas em outra área (impacto positivo). Isso gerará empregos, ou seja, um benefício.

Agora que você entendeu melhor o assunto impacto ambiental, vamos tratar sobre o solo. Esse elemento é essencial na natureza: é fonte de nutrientes para as plantas e, consequentemente, para as culturas de valor comercial, como trigo e arroz, além de ser responsável pela sustentação da vegetação. O solo é rico em micro-organismos que originam húmus; tem papel crucial na conservação das águas subterrâneas e é fonte de reservas minerais e de matérias-primas. Mas será que temos a cultura de zelar pelo solo e pelas suas qualidades?

Podemos citar como exemplo da ocupação urbana intensa do solo a capital de Santa Catarina, Florianópolis. Boa parte do território do município é uma ilha. A ilha possui regiões de manguezais, caracterizados por solo abundante de matéria orgânica, que sofre constantes ações de aterros e construções, movidos principalmente por interesse imobiliário. Os campos de dunas do lado leste da ilha sofrem com o avanço das habitações, o que influi na harmonia desse ecossistema (relação entre o meio e os seres vivos e não vivos) e leva perigo aos moradores pelo risco de soterramento pelas dunas. As lagoas com potencial turístico, principalmente a Lagoa da Conceição, tornaram-se depósitos do esgoto não tratado de inúmeras pousadas, hotéis e novos moradores, o que agrava os impactos ambientais em Florianópolis.

O uso do solo nas cidades para ocupação humana afetou as funções primordiais desse elemento. Quantas vezes vemos noticiários referentes às enchentes? Nessas situações, podemos afirmar que, se houvesse maior exposição do solo nas cidades, a chuva poderia ser filtrada e o acúmulo de água poderia ser minimizado.

A ocupação do solo nos espaços rurais está relacionada ao desenvolvimento da agropecuária. O Brasil é considerado destaque mundial na produção de milho, arroz, laranja e cana de açúcar e de carnes como a bovina e a de frango, sendo desde 2008 o maior exportador de carne bovina do planeta. Para termos noção da riqueza gerada pelo segmento no país, em 2015, o valor bruto da produção agropecuária atingiu R$ 463,3 bilhões. Frente à importância dessa atividade – que ainda cresce – infelizmente, há inúmeros impactos ambientais. Esse é o caso do solo, que suporta todas essas atividades. O que você poderia citar de impacto positivo nesse exemplo da pecuária ao levar em conta o conceito trabalhado no texto? Reflita!

Naturalmente, o solo é degradado com o passar do tempo, seja pela ação da chuva, vento ou sol. Mas, por ser um processo lento, não há graves consequências e há tempo hábil para adaptação dos seres vivos. O problema maior se instala quando o solo é agredido de forma brusca, muitas vezes também com contaminantes, o que pode ter resultados danosos ao ambiente com o passar dos anos. Como exemplo, podemos citar a prática da queimada. Esse método, por mais prático que possa parecer, no primeiro momento para retirada da vegetação, elimina muitos nutrientes e micro-organismos importantes do solo. Adiante, vamos conhecer melhor os principais impactos a que o solo pode estar suscetível.

Referências

BARSANO, Paulo Roberto; BARBOSA, Rildo Pereira. Meio Ambiente - Guia Prático e Didático. São Paulo: Érica, 2012.

BARSANO, Paulo Roberto; BARBOSA, Rildo Pereira; JAPIASSð, Viviane. Poluição Ambiental e Saúde Pública - Série Eixos - Ambiente e Saúde. São Paulo: Érica, 2014.

BRAGA, Benedito, et. al. Introdução à Engenharia Ambiental. São Paulo: Prentice Hall, 2002.

BRASIL. PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CASA CIVIL SUBCHEFIA PARA ASSUNTOS JURÍDICOS. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. 1981. Disponível em: . Acesso em: 05 ago. 2016.

BRASIL. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. (Org.). Atlas de Saneamento. 2000. Disponível em: . Acesso em: 05 jan. 2016.

GUERRA, Antônio José Teixeira; CUNHA, Sandra Baptista da (Org.). Impactos Ambientais Urbanos no Brasil. 6. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010.

TYLER, Miller Jr. Ciência Ambiental. São Paulo: Thomson, 2006.

Apresentação do curso

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