04/01/2017

Metade dos brasileiros deseja um novo emprego em 2017; veja algumas dicas para realizar essa transição de maneira segura e estratégica

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Correr atrás de um antigo sonho, ficar mais próximo da família, se reposicionar no mercado de trabalho, investir em novas paixões. Existem diversas razões que levam as pessoas a mudarem de carreira, mas foram essas que motivaram a gaúcha Eliane Dalla Coletta a se reinventar três vezes ao longo de sua trajetória profissional.

Graduada em psicologia, Eliane passou 27 anos atuando na área de gestão de pessoas em empresas de médio e grande portes, o que a levou trocar Porto Alegre por Salvador. Foi apenas em 2004 que a profissional começou a buscar novos rumos na carreira. "Queria concretizar um antigo sonho, que era trabalhar com psicologia clínica. Ter um consultório e ser dona do meu tempo também contribuíram para essa decisão", relembra.

O preparo para realizar a transição começou dois anos antes, quando passou a participar de estudos e trabalhos voluntários ligados ao setor, além de se submeter à análise, um dos requisitos exigidos para atuar na área. "Quando iniciei na área clínica, continuei paralelamente trabalhando como consultora em gestão de pessoas. Era necessário ter essa segurança", conta.

No entanto, mesmo com a dupla jornada e o bom networking que tinha na capital baiana, Eliane se deparou com a necessidade de buscar uma nova alternativa após quatro anos de trabalho. "É uma área muito difícil, na qual a estabilização financeira não chega antes dos cinco ou seis anos. Foi necessário mudar os planos", diz.

Eliane, então, decidiu voltar para sua cidade natal e ficar perto da família. Afastada há quase 20 anos de Porto Alegre, a profissional encarou a falta de contatos em sua área de atuação, já que a maioria de seus colegas se afastou do setor, se aposentou ou abriu um negócio próprio neste período. "Tive que me ressignificar e começar em outra profissão. Surgiu a ideia de ser corretora de imóveis, pois teria contato com pessoas, horário flexível e uma nova oportunidade de ganho financeiro", afirma.

Determinada a investir em uma nova carreira, Eliane conversou com diversos corretores, que indicaram a ela o melhor caminho para entrar no ramo: fazer um curso técnico, se inscrever no Conselho Regional de Corretores de Imóveis e começar em uma imobiliária.

Em busca de flexibilidade de horário para conciliar trabalho e estudo, a profissional optou pelo ensino a distância, iniciando o curso Técnico em Transações Imobiliárias do Senac EAD em 2011. Eliane conquistou uma posição em uma imobiliária, se inscreveu no conselho como estagiária e começou a trabalhar intensamente na área.

"Comecei do 'zero' e o Senac me possibilitou uma nova inserção no mercado de trabalho que, por muitas vezes, pensei que não conseguiria mais. Passei por momentos muito difíceis e depressivos, mas consegui superar", afirma.

Mesmo realizada na área imobiliária, o contato com a educação a distância durante o curso técnico fez com que uma nova oportunidade saltasse aos olhos de Eliane. "Fiquei encantada com essa modalidade de ensino e, na minha formatura, manifestei para a coordenadora do curso o meu interesse em trabalhar também na área educacional", relembra a profissional, que já havia atuado como docente na área de psicologia no fim da década de 1980.

Em meados de 2013, Eliane iniciou sua terceira grande transição na carreira, quando começou a atuar como tutora no Técnico em Transações Imobiliárias do Senac EAD. No ano seguinte, se aprofundou na área com a pós-graduação Docência no Ensino Técnico, também na modalidade a distância da instituição.

"Sou fã número um do EAD. A partir do primeiro curso no Senac, a minha vida profissional se transformou e ainda está em transformação. Acho que não paro mais de estudar", afirma.

Como mudar de carreira?
De acordo com uma recente pesquisa da Kantar TNS, 50% dos brasileiros entrevistados desejam mudar de emprego em 2017. Mesmo com motivações variadas, quem pretende investir em uma área diferente da qual atua deve seguir alguns passos para garantir uma transição segura e estratégica.

Para Naires Roger dos Reis, docente na área de gestão e negócios do Senac São Paulo, é importante que o profissional se conheça muito bem e entenda o seu momento de vida para verificar a mudança de carreira.

"É possível que uma pessoa almeje se desenvolver em uma empresa multinacional e, em outra fase da vida, prefira uma função que lhe permita dar mais atenção à família. Há também quem busque exercer cargos de liderança e outros que buscam, ainda, o empreendedorismo como forma de se tornar donos do próprio negócio", avalia.

O docente alerta que o mercado também dá sinais para analisar se chegou a hora de repensar o futuro profissional. "A inovação tecnológica vem transformando cada vez mais o trabalho. Existem profissões que nem sequer pensávamos há 5 anos, outras já não existem mais. É preciso estar atento a essas transformações e pensar se realmente está disposto a ficar onde está ou se lançar em novos desafios".

Alinhar expectativas e sonhos à possibilidade de criar projetos tangíveis é outro ponto fundamental em uma transição. Reis lembra que toda mudança implica em riscos, por isso, é preciso planejar com atenção itens como reserva financeira, período de adaptação e oportunidades e retrações do mercado.

Eliane concorda com o docente e vê o planejamento como peça-chave nesse processo. "É preciso estudar o mercado, estar sempre atualizado e sintonizado com a futura área de atuação, ter uma poupança inicial, investir em networking e muito estudo. Não dá para mudar de carreira sem estar capacitado", orienta a profissional. "Senti o peso de um fracasso, mesmo estando super preparada, e tive que começar do zero numa idade avançada. Não foi fácil, tive ajuda da família e hoje estou me sentindo muito gratificada por todas as oportunidades que o Senac me ofereceu. A vida é um eterno aprender. Caso contrário, você fica ultrapassado", afirma.

Confira abaixo outros itens destacados por Reis que devem ser considerados ao optar pela mudança de carreira:

- Necessidade de mudança de cidade. "A adaptação aos impactos de cultura regional e distância da família podem pesar negativamente, a ponto de fazer muitos desistirem".

- Dinâmica da nova carreira. "Há pessoas que almejam um emprego mais estável. Outros, por sua vez, desejam algo mais dinâmico, mutável. A escolha equivocada da estrutura da nova história profissional pode ser trágica. É preciso pensar".

- Questões comportamentais. "Cada cargo, para seu desempenho com excelência, exige atitudes variadas, tais como organização, disciplina, comunicação, entre outros. Caso elas ainda não estejam desenvolvidas, podem comprometer o sucesso do projeto de uma nova carreira".

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