24/02/2017

Alunos e docentes falam sobre contato pessoal, networking e afetividade na educação a distância

Homens e mulheres de diferentes idades sorriem lado a lado

A possibilidade de fazer o próprio horário e o investimento mais acessível levaram a publicitária Juliana Mendes a optar pelo ensino a distância para cursar a pós-graduação em Gestão Escolar no Senac. No entanto, a profissional admite que teve receio sobre como seria o relacionamento com a turma em sua primeira experiência com EAD.

"Sou uma pessoa muito comunicativa. Gosto de levantar a mão e tirar a dúvida na mesma hora", afirma Juliana. "A princípio, tive um pouco de dificuldade, inclusive para lidar com as ferramentas virtuais", completa.

Foi a partir da aproximação com o corpo docente e demais colegas da pós-graduação que Juliana ganhou segurança e ficou mais à vontade para participar das webconferências, fóruns de discussão e outros ambientes disponibilizados pela instituição. A criação de um grupo no WhatsApp pelos próprios alunos tornou a comunicação ainda mais dinâmica, assim como os encontros no Skype para estudarem juntos nas vésperas de provas e desenvolverem outras atividades.

"As discussões eram muito produtivas e, às vezes, acaloradas. Dei sorte de cair num grupo tão diversificado. Pude conhecer colegas de diferentes partes do Brasil", relembra a publicitária, que mora na cidade de São Paulo e criou uma grande amizade com Andréa Melo, que atua em secretaria escolar e mora em Taboão da Serra, cidade vizinha à capital paulista.

Diferentemente de Juliana, Andréa já havia cursado uma graduação a distância em outra instituição alguns anos antes, mas sem desenvolver a mesma proximidade que criou no Senac, o que a surpreendeu positivamente durante a especialização.

"Esse foi o melhor curso que já fiz. Dele, tirei um aprendizado acima de todas as minhas expectativas, pude conhecer professores excelentes e o melhor presente que ganhei foi uma amiga muito especial, cuja relação de amizade e parceria está além desse curso. Temos perspectivas de projetos relacionados à educação e um sentimento que cultivaremos, com lembranças de muitas conversas que nos desenvolveram como alunas, profissionais e pessoas", afirma Andréa.

Mais ao sul do país, na cidade gaúcha de São Leopoldo, Arivelto Fialho também exalta os benefícios da tecnologia na redução da distância física entre as pessoas que cursam EAD. Atualmente na pós-graduação em Gerenciamento de Projetos, seu quinto curso a distância no Senac, Arivelto aponta que essas experiências enriqueceram não apenas seu conhecimento, como também seu networking. “Hoje tenho amigos em quase todo o Brasil que, futuramente, poderão ser parceiros de negócios em algum projeto”, diz.

Curiosamente, foi em um fórum virtual sobre educação que o engenheiro mecânico, que também atua como docente, conheceu sua esposa, que morava em Manaus (AM), a 3.100 quilômetros da cidade de Arivelto.

"As pessoas nunca estiveram tão conectadas como estão nos dias de hoje. A distância física não é nada diante das incríveis possibilidades que temos graças às novas tecnologias", afirma Arivelto.

Lado a lado
Nos bastidores da educação a distância, há uma equipe dedicada a criar essas pontes de relacionamento. São tutores, docentes, coordenadores de curso e coordenadores de polo que caminham ao lado dos alunos, estreitando a conexão entre as pessoas e facilitando a troca de informações ao longo da jornada de cada estudante na instituição.

"Já percebemos que todos precisam sentir que há pessoas do outro lado da máquina, que há interlocução. Quando percebem que estão acompanhados, que podem trocar impressões, há maior dedicação para estudar e o rendimento é muito melhor", afirma Ângela Calil, responsável pela coordenação da pós-graduação a distância em Gestão Escolar.

Tutora na área de marketing em cursos de graduação a distância do Senac, Maria Bethânia Batista vivencia nas redes sociais essa busca dos alunos por um contato mais íntimo com a equipe docente. "Desde que iniciei na tutoria, meu grupo de amigos no Facebook aumentou muito. Todos querem saber quem é a Maria Bethânia além do lado tutora", diz.

Dessa forma, as profissionais rebatem mitos que ainda fazem parte do imaginário de algumas pessoas a respeito da educação a distância, como a ausência de laços afetivos e contatos profissionais ou a sensação de estudar sozinho durante o curso.

"A ideia é formar uma turma que possa compartilhar afeto, momentos de insegurança, de conflito, de alegria por ter aprendido e por ter contribuído com os colegas e com o curso como um todo. A afetividade existe na educação a distância e é muito importante para o sucesso do curso", afirma Ângela.

Conheça o portfólio completo de cursos oferecidos pelo Senac EAD.

Leia também:

Saber gerenciar o próprio tempo é essencial para estudar a distância