04/01/2018

Aluna comanda a Orquestra Filarmônica Santo Amaro

O ano de 2017 foi repleto de conquistas para a maestrina Silvia Luisada, ex-aluna da pós-graduação a distância em Gestão Cultural: cultura, desenvolvimento e mercado. Além de ter concluído o curso no Senac EAD, também recebeu o Teatro Paulo Eiró – segundo maior teatro municipal de São Paulo – para ser residência da Orquestra Filarmônica Santo Amaro (Ofisa), da qual é fundadora e regente.

Assim como a nova casa para realização de ensaios e apresentações, a orquestra também passou a contar com audiodescrição e interpretação de Libras, permitindo que pessoas com deficiência possam acompanhar os concertos por meio de apoios visuais e sonoros.

As traduções simultâneas possibilitam a esses espectadores saberem o ritmo e a intensidade dos instrumentos que estão sendo tocados, assim como os comentários e curiosidades sobre os autores e sobre as obras interpretadas ao longo de cada apresentação. O recurso também traça todos os detalhes que compõem o ambiente, como as roupas usadas pelos músicos, a movimentação no palco, a iluminação do espaço, a interação com o público, entre outros.

Esses novos elementos representam um grande passo na busca pela promoção da inclusão na arte, algo que permeia todo o trabalho desenvolvido por Silvia na orquestra, com forte caráter social.

  Aluna maestrina posa com Orquestra Filarmônica Santo Amaro
  Silvia ao lado dos integrantes da orquestra

“O projeto todo é de acessibilidade. Acesso ao jovem carente a uma profissão por meio do seu dom, acesso a cidadania, acesso ao público morador da periferia ao universo cultural como lazer e direito de cultura a ser adquirido, acessibilidade ao mundo erudito, que é prazeroso e possível a todos”, diz a maestrina.

Criada em 2004, a Ofisa tinha como objetivo ser uma orquestra amadora que atendesse à demanda de jovens músicos, em sua maioria carentes, para desenvolver suas habilidades musicais na prática orquestral.

Atualmente, ela conta com 47 músicos e dez concertos anuais. O repertório é variado, equilibrando produções eruditas e populares de compositores consagrados, além de pequenas intervenções cênicas e de dança, que envolvem o público para a audição do concerto.

A orquestra ainda desenvolve outras ações, como o Cenário Sonoro, que alcançou mais de 5 mil crianças de 2014 a 2016, a série Concertos Didáticos Infantis e o projeto Magia Orquestral, com a participação de atores que aproximam ainda mais o público infantil do universo artístico.

Experiência com EAD
Silvia conta que a pós-graduação impactou diretamente em sua trajetória profissional, atualizando seus conhecimentos e reforçando sua atuação na área com embasamento e segurança.

“O curso abriu horizontes e deu ferramentas para ampliar meu trabalho, como os conhecimentos adquiridos sobre marketing cultural, tão necessário na produção artística”, afirma a maestrina.

Foi a primeira vez que Silvia estudou a distância, influenciada pela oportunidade de ter mais flexibilidade de horário. “Optei pelo EAD pela falta de tempo em horário comercial por conta do trabalho que desenvolvo. Além disso, meu horário preferido para estudar, trabalhar e produzir é a noite, devido ao silêncio desse período. Dessa maneira, também não preciso interromper algo porque o tempo acabou. Assim, tenho mais liberdade para utilizar meu tempo”, diz.

Para a maestrina, a principal dica para quem deseja ter um bom desempenho em cursos a distância é criar uma rotina de trabalho para não acumular tarefas e materiais a serem estudados.

“É preciso ser metódico. O EAD é mais puxado, pois tem bastante material e estimula muito a reflexão individual e o aprofundamento de diversos temas”, completa.

Conheça o portfólio completo de cursos oferecidos pelo Senac EAD.