17/05/2018

um casal em frente ao laptop

A conquista da casa própria está no topo da lista de desejos da maioria dos brasileiros. Mas, para isso é preciso ter dinheiro para pagar à vista ou estabilidade financeira para manter as mensalidades em dia. Então, muitas vezes, o aluguel é a opção.

No entanto, encontrar o imóvel que se encaixa nas suas necessidades e no seu orçamento não é tão simples assim. Por isso, Izidro Ceolin Filho, coordenador do curso de Técnico em Transações Imobiliárias do Senac EAD, e corretor de imóveis há 14 anos, orienta sobre contrato, vistoria, documentos, fiador, entre outras questões envolvidas quando se decide alugar uma casa ou um apartamento.

Pesquise o imóvel com paciência

As ofertas do mercado imobiliário para a locação são muitas. É necessário ter paciência para pesquisar o imóvel que atenda às suas necessidades, como o conforto, a rotina e também as despesas relacionadas ao imóvel.

Avalie a sua condição financeira

Quanto deseja para de aluguel? Seja prudente e verifique os valores associados ao imóvel antes de assinar o contrato de locação. Evite surpresas como o valor do condomínio e IPTU.

O ideal, conforme o mercado financeiro, é que as despesas fixas vinculadas ao imóvel não ultrapasse 30% do rendimento familiar. Não se esqueça que junto ao imóvel ainda tem as despesas de alimentação, luz e gás que dependem do seu consumo.

Verifique a situação do imóvel

Utilize as imobiliárias ou corretores para fazer o negócio. Nessa hora, o melhor é estar amparado pelas questões jurídicas. Profissionais do ramo estão preparados e podem te ajudar a evitar surpresas desagradáveis.

Veja a documentação

Para alugar um imóvel, a pessoa precisa ser maior de idade – ou seja ter 18 anos ou mais – e deve apresentar na imobiliária o RG, o CPF e comprovantes de residência e de renda.
No caso do funcionário público e do trabalhador com carteira assinada, a comprovação de renda pode ser feita por meio do demonstrativo de pagamento. Aos profissionais liberais ou autônomos, geralmente, pede-se uma cópia do último imposto de renda ou do extrato bancário. Contudo, deverá comprovar a anuidade financeira de outros meios: com um extrato bancário ou um comprovante de recebimento de alugueis, por exemplo.

Cheque a opção de garantia na locação

As formas de garantia na locação serão de escolha de quem vai alugar. Na locação, por lei, o proprietário do imóvel só pode exigir uma forma de garantia. As mais utilizadas no mercado são: o uso de fiador (que tem custo zero ao locatário), o depósito caução e o seguro fiança.

  • O fiador tem que ser maior de 18 anos, não pode ser restrição no seu nome, deve ter renda para garantir o aluguel em caso de inadimplência e deve ser proprietário de um imóvel quitado, (o fiador é a pessoa que irá garantir o pagamento do aluguel e que, em caso de inadimplência, ele entregará o próprio imóvel).

  • No depósito caucionado (caução) o locatário deve depositar, na conta do proprietário, um valor equivalente a três meses de aluguel. No fim da locação, deixando o imóvel em ordem, ele recebe tudo com correção monetária.

  • O seguro fiança é feito diretamente com uma seguradora. Nesse caso, paga-se, por ano, um valor não reembolsado que pode variar entre um e dois alugueis.

A importância da vistoria

A vistoria deve ser feita antes da entrega das chaves. Caso não tenha feito, logo nos primeiros dias, faça a contra vistoria. Verifique tudo, e se identificar algum defeito, indique em uma lista. É importante, por exemplo, verificar a pintura, se tem cupim nas partes de madeira, se os azulejos estão em ordem, assim como as louças do banheiro e possíveis vazamentos.

É muito importante, portanto, fazer a vistoria com uso de fotos e vídeos, identificando todos os furos na parede, riscos nos pisos e até problemas em fechaduras, portas e janelas. Lembre-se de guardar todo o material até a devolução do imóvel.

Todas as deteriorações causadas pelo mau uso é de responsabilidade de quem está locando o imóvel. Há os chamados 'vícios redibitórios’ que são problemas ocultos que já existiam antes da entrega das chaves, que devem ser corrigidos pelo proprietário. Esses problemas ocultos costumam ser nas redes hidráulica ou elétrica, que devem ser comunicados ao dono do imóvel.

Fique atento! Peça para relacionar no contrato cada item. Geralmente, são genéricos e alegam que o imóvel está sempre em perfeitas condições.

O contrato

Esse documento deve celebrar a negociação entre locador e locatário, no qual inclui o tempo de permanência no imóvel e o laudo da vistoria de entrada. Essas são a segurança no contrato para quem está locando. Durante o prazo estipulado para a duração do contrato, o proprietário não poderá reaver o imóvel alugado. Já quem está alugando poderá devolvê-lo pagando multa proporcional ao período de cumprimento do contrato.

Porém, costuma-se pedir uma quantia referente a três meses de aluguel. Vale, portanto, negociar com o locador um tempo mínimo de permanência, para ser liberado da multa após determinado período.

Verifique também, no caso dos condomínios, as regras internas sobre os horários das mudanças. Tudo deve ser visto no estatuto do condomínio.

Os reajustes e cobranças

Por lei, o aluguel só pode sofrer reajuste anual, a fim de corrigir a inflação da moeda. Caso o aluguel esteja defasado, o locador, ou mesmo o próprio locatário, pode pedir a revisão a cada três anos. Nesse caso, o ideal é que as partes cheguem a um consenso.



Confira o Técnico em Transações Imobiliárias e assista ao vídeo em que Izidro Ceolin Filho, coordenador desse curso, fala sobre planejamento de carreira nessa área.

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