24/07/2018

consumo

“Administrar o dinheiro é problema para muitas pessoas. Alguns não sabem quanto gastam, outros não sabem quanto ganham e outros ainda não sabem nem uma coisa e nem a outra apesar dessas informações serem importantes para a vida financeira de pessoas e empresas”, afirma Nidia Isabel Marques Saraiva*, coordenadora do curso de Tecnologia em Gestão Financeira, do Senac EAD.

Nesse caos financeiro, acredita a coordenadora, um termo começa a ser utilizado como se fosse a solução: o minimalismo. Ela explica que o minimalismo tem sido difundido por Joshua F. Millburn e Ryan Nicodemus, autores do documentário Minimalism: a documentary about the important things. Os autores propõem refletir sobre o poder das coisas em nossas vidas e o quanto nos empenhamos para ter cada vez mais: acumulamos objetos, produtos eletrônicos, roupas, sapatos, carros, casas enfim, acumulamos como se isso fosse fonte de felicidade.

A primeira grande confusão surge quando se pressupõe que ser minimalista é ter quase nada, viver na penúria. “Não é nada disso”, alerta Nidia, que salienta o conceito do minimalismo que faz refletir sobre o papel que as coisas têm na vida e o que, de fato, é preciso para viver. Não é ter coisas a menos, é ter as coisas necessárias e isso é uma ideia muito interessante e sustentável.

Nidia faz uma provocação, cujas respostas podem trazer reflexão e solução para questões financeiras: “Quantos pares de sapato você realmente precisa ter? É necessário um carro luxuoso ou um carro que te leve e traga? Qual o sentido de manter duas casas? Pensar sobre esses e outros assuntos nos faz tomar a decisão de ter um sapato social, caso ele seja importante, mas somente um. Se é necessário ter um carro, tenha um carro do tamanho que precise e não maior ou mais luxuoso do que é necessário. Se gosta de ir com a família à praia, vá, mas qual a necessidade de manter a casa durante todo o ano para utilizá-la só no verão?”

A maioria das decisões sobre coisas em nossas vidas envolve três perguntas:  quanto iremos gastar, quanto nos custará para manter ou quanto economizaremos por não possuir, ou seja, dinheiro. Alguma dúvida sobre a importância de saber administrá-lo? “Esta é somente uma das justificativas para entender porque a gestão financeira é uma importante ferramenta para compreender a complexidade das relações entre as pessoas ou empresas e o dinheiro que as cercam e como gerenciá-lo”, finaliza a coordenadora.

 

Nidia Isabel Marques Saraiva* é graduada em Administração Financeira e pós-graduada em Gestão Empresarial e Metodologia do Ensino Superior, cursando Formação Pedagógica e mestrado em Administração. Coordenadora do curso de Tecnologia em Gestão Financeira, do Senac EAD. Experiência na área financeira de empresas dos segmentos industrial e comercial.

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